O tempo levou tão depressa a lembrança!
Do presente idéias férteis para o futuro.
Deixando sempre clara a sórdida inconstância,
de quem bate a cara contra o muro.
Onde estou que não me encontro?
Poeta rude, alheio, deveras prepotente!
Otimista, pessimista, de auto confronto.
Onde estou, afinal, sou existente?
Busco ancioso meu lindo além!
Nada encontro que lhe seja adjacente,
parecendo ser vítima somente do aquém!
Novamente retorno o juizo de repente,
a serenidade e a persistencia também.
No caminho presente, sigo contente!
Cruz das Almas, 1974
Olá smith! O seu soneto demonstra uma vontade imensa de desvendar o mistério da Existência.Alguns poemas meu também são assim. Gostei do Soneto, sobretudo da frase!busco ancioso meu lindo além, Nada encontro que lhe seja adjacente, " realmente o além parece que nada dele se encontr aentre nós, mas eu e você sabemos que não estamos sozinhos. O bom da poesia é que ela é livre, podemos falar o que o nosso coração está cheio, diferente do conhecimento cietífico que é engessado em teorias, muitas vezes mediocres. vai na tua força.Que o criador, força geradora de toda sabedoria te complete na utilização da razão e da palavra. Alex
ResponderExcluirGrato meu caro! A inspiração é divina. A dor, os anseios, ansiedades... são sentimentos que não se desvencilham do nossso ser fragilizado pelos fardos da nossa natureza humana. Só nos resta externar em forma de poesia.
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