"...frequentemente, como a lua muda,
algum profeta é movido a propor
alguma nova teoria,
e lutará mais bravamente por sua novidade..."
Sem se importar
com a essencia do evangelho do amor.
Prosperidade é o que buscam.
Causa e efeito é o que compensa.
Vazio da mente
que irracionalmente segue e seguirá
Teuturgia, Teologia vazia sem Deus.
Sinceramente, eu sou gente
Cuja Semente do evangelho brotou!
Não sigo correntes,
de vazias mentes,
mas sigo a essencia
que Cristo ensinou.
Minha racionalidade é limitada em razão da racionalidade da Sociedade. Porém, a minha criticidade limita-se à racionalidade do Deus todo Poderoso.
domingo, 27 de setembro de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Teologia da Prosperidade, show da fé e prevalêscencia das portas do inferno.
Introdução
A Teologia origina-se da palavra grega: “Theos” que significa Deus. Agregada à palavra “logos” que significa: palavra ou estudo. Dos radicais gregos concluímos que a teologia é o estudo de Deus.
A teologia estuda Deus através de suas revelações, de forma sistemática. Portanto Deus é seu objeto de estudo ou investigação. Desse modo, compreendemos a Teologia como Ciência e a definimos como sendo: A ciência que estuda Deus e sua revelação através da Criação.
Alcancemos Deus ao compreendemos seus mistérios por sua revelação. O objetivo da Teologia é a compreensão dos mistérios de Deus. Os meios que ela se utiliza é a compreensão através das investigações necessária para formar um conjunto de conhecimentos aptos que leve o homem a corrigir-se e instituir-se em justiça e se aperfeiçoe para toda boa obra.
Embora Deus seja um ser inigualável e inatingível, Ele nos permite alcança-lo quando nos dispomos a clamá-lo e busca-lo (Jer. 33.3).
As ciências do comportamento humano são imprescindíveis para o estudo da teologia, pois ajuda o homem a conhecer-se a si mesmo e a fazer um comparativo com o conhecimento de si mesmo pelo conhecimento do Deus Eterno, que só a Teologia eficientemente responde.
O Estudo da Teologia se inicia com o conhecimento de Deus através de sua inspiração na palavra e no conjunto de testemunhas que Deus inspirou ao longo dos séculos.
Conhecer Deus como personalidade e compara-lo ao homem é compreender o propósito de Deus em fazer-nos a sua imagem e semelhança. Deus é uma pessoa que se revela em três: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito. Todavia com um único propósito e por isso é entendido como Deus Jeová Triúno.
A Teologia nos apresenta Deus como sendo fonte inesgotável, pleno e eterno. Mas nos permite busca-lo, clama-lo e alcança-lo.
As ciências do Comportamento humano levam o indivíduo à compreensão de si mesmo e a Teologia leva o homem à compreensão de um Deus transcendental.
Concluímos que Deus é quem nos escolhe e designa-nos para darmos frutos permanentes. Ele se revelou a nós por sua soberana vontade, pois o véu se levantou e Ele nos permite descobrirmos os seus mistérios.
A revelação manifesta a nós outros pelo seu domínio do universo revelada na Natureza, nos milagres e através de Jesus Cristo em quem habita toda plenitude da Divindade. Ele é o Deus revelado.
A Teologia da prosperidade
A plêiade de homens inspirados ao longo da história caracteriza-se como plenária detentora do conhecimento de Deus, e seus escritos revelam a plenitude ou completeza do plano de Deus em revelar-se ao homem.
A compreensão dos mistérios de Deus é significativa, pelo fato de compreender o homem como sendo personalidade que revela a personalidade de Deus. A Personalidade cria personalidades.
Assim como o homem, Deus é dotado de intelecto ou poder de pensar; sensibilidade ou poder de sentir e a volição ou poder de vontade. Desse modo a Teologia se sobressai sobre outras Ciências na compreensão do homem.
A teologia se dedica ao estudo da queda e restauração do homem, o seu destino eterno; bem como o estudo da Igreja, a realidade de satanás e os acontecimentos dos últimos tempos.
A semelhança de Deus (o homem) é corrompida em decorrência do pecado. O poder de pensar, o poder de sentir e o poder de vontade se corrompem e o que o homem quer fazer isso não faz, mas o que não quer fazer isso faz.
Pregam-se a prosperidade como sendo uma dádiva e recompensa de Deus, pelos dízimos e ofertas entregues; pela dedicação à Igreja; etc.
Silas Malafaia afirmou em um dos seus sermões na TV que: “se riqueza afastasse o homem de Deus o Diabo “fazia” todo mundo ficar rico”. Não cabe a mim julgar se a frase, no âmbito Teológico, é correta ou não. Satanás tem usado sim do artifício da riqueza para conquistar as almas. Ele teve a audácia de oferecer á Jesus Cristo. Todavia a mensagem do reverendo deixa clara a intenção de levar as mentes a compreender que a prosperidade é a evidência do poder de barganha entre o homem e Deus.
O problema não está em tornar-se rico. O problema está no querer riqueza ou prosperidade pura e simplesmente pra deixar evidenciado a recompensa de Deus, como prova do poder de barganha. Misericórdia!
Em I Timóteo 6; 9 a 11, o Senhor nos revela que os que querem ser ricos caem em tentação e concupiscências e que por essa cobiça alguns se desviaram da fé. O texto de Paulo aconselha fugir destas coisas e tomar posse da vida eterna.
Os que enveredam por tais caminhos se submergem na perdição e ruína. Para os que pensam e desejam a prosperidade pelas causas apontadas acima, a conseqüência é traspassarem a si mesmos com muitas dores. Paulo afirma que devemos militar a boa milícia da fé e tomar posse da vida eterna, para a qual também fomos chamados.
Tiago 2:5 e 6 está escrito: “Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam? Mas vós desonrastes o pobre. Porventura não vos oprimem os ricos, e não vos arrastam aos tribunais?”.
Não vos anuncio aqui a receita da inércia e da preguiça. O que Deus não quer é que sejamos preguiçosos ou acomodados. Na sua infinita capacidade de pensar, de sentir e de vontade, sabe muito bem as nossas carências e do que precisamos. Mas se nossa busca pela prosperidade nos afasta dos bons costumes e da fé genuína, certamente as conseqüências virão. A maior riqueza nos é oferecida; A Salvação em Cristo Jesus e a plenitude dos tempos após nossa glorificação em Cristo Jesus na Glória celestial.
A dita plêiade de muitos homens “inspirados” dos nossos dias, se auto denominam profetas com suas “profetadas” (termo que mais conota como; profecias de chicotadas) e se caracterizam como plenária detentora do conhecimento de Deus. Esses famigerados exclusivistas e detentores de bênçãos, revelam nos cultos o que seus intelectos, suas sensibilidades e suas vontades conseguem produzir para conquistar novos adeptos e seguidores pelo emocionalismo e imediatismo.
Seus sermões e seus escritos não revelam a plenitude ou completeza do plano de Deus em revelar-se ao homem. São sermões confusos, sem Teologia, sem início, meio e fim. Tratam muito mais dos tratados passados do que da graça salvífica de Jesus Cristo.
A compreensão dos mistérios de Deus é significativa, se compreendermos também o que se está revelado a respeito da queda e restauração do homem, o seu destino eterno; bem como o estudo da Igreja, a realidade de satanás e os acontecimentos dos últimos tempos.
O show da fé
O uso da razão é caracterizado pela demonstração do conhecimento e das verdades de forma lógica. Nosso direito de exercer uma razão crítica só existe desde que esta não entre em colisão com a razão prática – ou a racionalidade – da sociedade que vivemos.
O problema consiste então em se perceber que uma nova racionalidade está sendo implantada pelos teólogos da prosperidade e protagonistas dos cultos shows nas igrejas. Desse modo uma nova razão prática surge no seio das igrejas evangélicas impostas por esses articuladores da fé embasada no emocionalismo, uso de palavras chaves ou termos fortes que massageiam as consciências e levam o povo de Deus (se é que foram chamados) à prestação de um culto sem a devida adoração a Deus, todavia repleto de astros que apresentam seus dramas no tablado.
Tem sido muito comum, pessoas usarem o púlpito para testemunharem curas, porque certo “profeta o curou”, mas dias depois lamentarem a respeito de suas dores ou revelarem, depois de serem curados, que se submeteram à cirurgias ou outras intervenções. Creio no poder de Deus para curar, mas se há a revelação de curas por milagres, não cabe a intervenção de homens. Portanto quando se revela a cura por milagres e a graça não foi alcançada, está evidenciada aí a farsa do emocionalismo e da revelação sem causa muito utilizada nos cultos em muitas igrejas evangélicas, nas nossas igrejas. Isso é hipocrisia e é brincar com as coisas de Deus.
O Sacrifício do corpo como sendo o templo do Espírito Santo, determina as condições de nossa razão prática. Convivemos no mundo, mas não devemos nos conformar. Todavia, pela renovação do nosso entendimento, devemos ser transformados para entender qual a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Nossa razão deve estar em harmonia com a Palavra de Deus revelada a nós.
Podemos ser considerados místicos uma vez que misticismo é o contato imaginário ou real com o ser superior. Se o contato ou a busca do conhecimento de Deus estiver sob a égide da Bíblia, será uma boa fonte mística. Ao contrário, sem a Bíblia, sem as diretrizes da Teologia, será uma má fonte. Sem a Bíblia Sagrada, o conhecimento de Deus não seria genuíno e autêntico.
A busca de uma vivência real do conhecimento místico de Deus garante força se bebermos da fonte que é a palavra. Nos encheremos da inesgotável fonte que é Deus, pois a ele pertence o domínio. O conhecimento da verdade nos torna dotados do domínio da natureza divina. A convivência ou prática de acordo com o que está escrito na bíblia, bem como a vivência em espírito, garante que jamais a palavra seja desmistificada.
O estudo Teológico nos atribui conhecimentos doutrinários, mas também esclarece a respeito dos motivos ou razão para que vivamos de acordo com as normas estabelecidas na palavra de Deus. A falta de doutrina revela a falta de Teologia na mente do povo de Deus. Portanto facilidade para seguir doutrinas de homens.
A liberdade relatada em João 1:8, deixa evidente que ela consiste na capacidade que deve ter o homem de assimilar de forma ordenada e sistemática o conhecimento a respeito de Deus. Essa assimilação ordenada só é possível com a Doutrina sacro santa da Palavra de Deus e não por interpretações interesseiras e providas de articulações para envolver os fiéis num mar de emoções.
Infelizmente os mentores da teologia da prosperidade têm impregnado as mentes pelo poder da mídia e revelam Deus, seu poder e seus milagres pelo caminho do fogo; pelo óleo que foi levado para ser ungido em Israel; pelo lenço sagrado; pelo copo d´água; pelos chavões e outros artifícios.
Revela-se desse modo, o uso da Teuturgia que é uma forma de mágica ritual, com o objetivo de incorporar a força divina em um objeto material como por exemplo uma estátua, ou no ser humano através da produção de um estado de transe visionário.
“Quando não vivemos à altura do nosso compromisso cristão nós representamos mal a Deus” (Lorom Wade, 2006)
A reflexão e maturação a respeito da palavra, bem como assimilação do propósito e das verdades de Deus, possibilitam a construção e a detenção do conhecimento teológico que nos dá condições para um bom serviço Cristão.
A prevalescencia das portas do inferno
Jesus perguntou aos discipulos o que os homens diziam que Ele era. Várias foram as respostas. Pedro porem respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Ao que Jesus respondeu:” Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;”
As edificações modernas essencialmente as grandes edificações já não são alicerçadas em pedras brutas. Já se fazem outros preparos contendo o ferro. Mas nesses preparos está a pedra. Podemos então afirmar que toda edificação depende da pedra.
Se não fundamentarmos nossas doutrinas na Pedra que é Jesus Cristo a igreja não sobreviverá e não prevalecerá.
Segundo Ricardo Gondim (Pastor da Assembléia de Deus):
“Semelhantemente ao avivamento wesleyano, experimentamos um crescimento numérico nas igrejas brasileiras. Há uma efervescência religiosa em nosso país. As periferias das grandes cidades estão apinhadas de templos evangélicos, todos repletos. Grandes denominações compram estações de rádio e televisão. Cantores evangélicos gravam e vendem muitos CD’s. Publicam-se revistas e livros. Comercializam-se bugigangas religiosas nas várias livrarias, que também se multiplicam, interligadas pelo sistema de franquias. Por outro lado, diferentemente do que aconteceu na Inglaterra, o despertamento religioso brasileiro tem uma consistência doutrinária rala, demonstra pouca preocupação ética e um mínimo de impacto social. “
O que significa crescimento da Igreja? Número? Números nada significam para Deus se não houver coração contrito.
No livro de Mateus 20:16, está revelada não a ordem de posição dos chamados na Igreja, mas sim a forma diferenciada do Senhor Jesus conceder galardão.
“Sobre esta pedra edificarei...” Há uma única pedra edificadora: Jesus Cristo. Há erros de interpretação quando afirmam que é sobre a pedra: Pedro, que a Igreja se edificaria. Se Jesus tivesse a intenção de se referir a aquele, teria dito sobre “essa pedra”, entretanto Pedro anteriormente responde: “Tu és o Cristo...” Quando Jesus responde a Pedro, refere-se então à afirmativa deste e não a este.
É fácil então desmistificar a idéia de que as portas do inferno não têm prevalecido sobre a “Igreja”. Tem sim, por razões muito simples: em muitas igrejas: há apenas efervescências religiosas; aumenta o número de Igrejas e pastores mercadejadores da fé; traficantes de bênçãos; detentores da atenção e admiração dos fiéis em detrimento da Pedra:Cristo; simuladores da prosperidade como sinal exclusivo das bênçãos de Deus; apóstatas detentores do avivamento sem causa e sem racionalidade; estereotipadores do “modelo do ser cristão” e conseqüentes segregadores...
Os que edificam Igrejas debaixo das chantagens financeiras sob a alegação de que haverá a contrapartida de Deus através das bênçãos; os que a edificam debaixo de elevado comprometimento meramente político, econômico..., confundem a forma de Deus conceder vitórias, bênçãos e galardão.
Se Cristo é pregado em muitas Igrejas apenas como amuleto, haverá sempre a prevalescência das portas do Inferno.
As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja edificada sobre a Pedra: Cristo.
Considerações finais
Deus é fonte inesgotável, pleno e eterno. A Teologia leva o homem à compreensão de um Deus transcendental.
A Teologia não é ponte para consecução da prosperidade material. É meio para compreendermos que Deus é quem nos escolhe e designa-nos para darmos frutos permanentes.
Usar a razão é demonstrar conhecimento e verdades de forma lógica, sob a égide da Bíblia. Não há conhecimento genuíno de Deus sem as diretrizes da Teologia. Deus não seria genuíno e autêntico.
O propósito do verdadeiro Cristão é perceber que Deus deve ser conhecido racionalmente como fonte de pleno e eterno poder. É entender e priorizar a edificação da Igreja sobre Cristo: a pedra fundamental para a não prevalescência das portas do inferno contra a Igreja.
A Teologia origina-se da palavra grega: “Theos” que significa Deus. Agregada à palavra “logos” que significa: palavra ou estudo. Dos radicais gregos concluímos que a teologia é o estudo de Deus.
A teologia estuda Deus através de suas revelações, de forma sistemática. Portanto Deus é seu objeto de estudo ou investigação. Desse modo, compreendemos a Teologia como Ciência e a definimos como sendo: A ciência que estuda Deus e sua revelação através da Criação.
Alcancemos Deus ao compreendemos seus mistérios por sua revelação. O objetivo da Teologia é a compreensão dos mistérios de Deus. Os meios que ela se utiliza é a compreensão através das investigações necessária para formar um conjunto de conhecimentos aptos que leve o homem a corrigir-se e instituir-se em justiça e se aperfeiçoe para toda boa obra.
Embora Deus seja um ser inigualável e inatingível, Ele nos permite alcança-lo quando nos dispomos a clamá-lo e busca-lo (Jer. 33.3).
As ciências do comportamento humano são imprescindíveis para o estudo da teologia, pois ajuda o homem a conhecer-se a si mesmo e a fazer um comparativo com o conhecimento de si mesmo pelo conhecimento do Deus Eterno, que só a Teologia eficientemente responde.
O Estudo da Teologia se inicia com o conhecimento de Deus através de sua inspiração na palavra e no conjunto de testemunhas que Deus inspirou ao longo dos séculos.
Conhecer Deus como personalidade e compara-lo ao homem é compreender o propósito de Deus em fazer-nos a sua imagem e semelhança. Deus é uma pessoa que se revela em três: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito. Todavia com um único propósito e por isso é entendido como Deus Jeová Triúno.
A Teologia nos apresenta Deus como sendo fonte inesgotável, pleno e eterno. Mas nos permite busca-lo, clama-lo e alcança-lo.
As ciências do Comportamento humano levam o indivíduo à compreensão de si mesmo e a Teologia leva o homem à compreensão de um Deus transcendental.
Concluímos que Deus é quem nos escolhe e designa-nos para darmos frutos permanentes. Ele se revelou a nós por sua soberana vontade, pois o véu se levantou e Ele nos permite descobrirmos os seus mistérios.
A revelação manifesta a nós outros pelo seu domínio do universo revelada na Natureza, nos milagres e através de Jesus Cristo em quem habita toda plenitude da Divindade. Ele é o Deus revelado.
A Teologia da prosperidade
A plêiade de homens inspirados ao longo da história caracteriza-se como plenária detentora do conhecimento de Deus, e seus escritos revelam a plenitude ou completeza do plano de Deus em revelar-se ao homem.
A compreensão dos mistérios de Deus é significativa, pelo fato de compreender o homem como sendo personalidade que revela a personalidade de Deus. A Personalidade cria personalidades.
Assim como o homem, Deus é dotado de intelecto ou poder de pensar; sensibilidade ou poder de sentir e a volição ou poder de vontade. Desse modo a Teologia se sobressai sobre outras Ciências na compreensão do homem.
A teologia se dedica ao estudo da queda e restauração do homem, o seu destino eterno; bem como o estudo da Igreja, a realidade de satanás e os acontecimentos dos últimos tempos.
A semelhança de Deus (o homem) é corrompida em decorrência do pecado. O poder de pensar, o poder de sentir e o poder de vontade se corrompem e o que o homem quer fazer isso não faz, mas o que não quer fazer isso faz.
Pregam-se a prosperidade como sendo uma dádiva e recompensa de Deus, pelos dízimos e ofertas entregues; pela dedicação à Igreja; etc.
Silas Malafaia afirmou em um dos seus sermões na TV que: “se riqueza afastasse o homem de Deus o Diabo “fazia” todo mundo ficar rico”. Não cabe a mim julgar se a frase, no âmbito Teológico, é correta ou não. Satanás tem usado sim do artifício da riqueza para conquistar as almas. Ele teve a audácia de oferecer á Jesus Cristo. Todavia a mensagem do reverendo deixa clara a intenção de levar as mentes a compreender que a prosperidade é a evidência do poder de barganha entre o homem e Deus.
O problema não está em tornar-se rico. O problema está no querer riqueza ou prosperidade pura e simplesmente pra deixar evidenciado a recompensa de Deus, como prova do poder de barganha. Misericórdia!
Em I Timóteo 6; 9 a 11, o Senhor nos revela que os que querem ser ricos caem em tentação e concupiscências e que por essa cobiça alguns se desviaram da fé. O texto de Paulo aconselha fugir destas coisas e tomar posse da vida eterna.
Os que enveredam por tais caminhos se submergem na perdição e ruína. Para os que pensam e desejam a prosperidade pelas causas apontadas acima, a conseqüência é traspassarem a si mesmos com muitas dores. Paulo afirma que devemos militar a boa milícia da fé e tomar posse da vida eterna, para a qual também fomos chamados.
Tiago 2:5 e 6 está escrito: “Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam? Mas vós desonrastes o pobre. Porventura não vos oprimem os ricos, e não vos arrastam aos tribunais?”.
Não vos anuncio aqui a receita da inércia e da preguiça. O que Deus não quer é que sejamos preguiçosos ou acomodados. Na sua infinita capacidade de pensar, de sentir e de vontade, sabe muito bem as nossas carências e do que precisamos. Mas se nossa busca pela prosperidade nos afasta dos bons costumes e da fé genuína, certamente as conseqüências virão. A maior riqueza nos é oferecida; A Salvação em Cristo Jesus e a plenitude dos tempos após nossa glorificação em Cristo Jesus na Glória celestial.
A dita plêiade de muitos homens “inspirados” dos nossos dias, se auto denominam profetas com suas “profetadas” (termo que mais conota como; profecias de chicotadas) e se caracterizam como plenária detentora do conhecimento de Deus. Esses famigerados exclusivistas e detentores de bênçãos, revelam nos cultos o que seus intelectos, suas sensibilidades e suas vontades conseguem produzir para conquistar novos adeptos e seguidores pelo emocionalismo e imediatismo.
Seus sermões e seus escritos não revelam a plenitude ou completeza do plano de Deus em revelar-se ao homem. São sermões confusos, sem Teologia, sem início, meio e fim. Tratam muito mais dos tratados passados do que da graça salvífica de Jesus Cristo.
A compreensão dos mistérios de Deus é significativa, se compreendermos também o que se está revelado a respeito da queda e restauração do homem, o seu destino eterno; bem como o estudo da Igreja, a realidade de satanás e os acontecimentos dos últimos tempos.
O show da fé
O uso da razão é caracterizado pela demonstração do conhecimento e das verdades de forma lógica. Nosso direito de exercer uma razão crítica só existe desde que esta não entre em colisão com a razão prática – ou a racionalidade – da sociedade que vivemos.
O problema consiste então em se perceber que uma nova racionalidade está sendo implantada pelos teólogos da prosperidade e protagonistas dos cultos shows nas igrejas. Desse modo uma nova razão prática surge no seio das igrejas evangélicas impostas por esses articuladores da fé embasada no emocionalismo, uso de palavras chaves ou termos fortes que massageiam as consciências e levam o povo de Deus (se é que foram chamados) à prestação de um culto sem a devida adoração a Deus, todavia repleto de astros que apresentam seus dramas no tablado.
Tem sido muito comum, pessoas usarem o púlpito para testemunharem curas, porque certo “profeta o curou”, mas dias depois lamentarem a respeito de suas dores ou revelarem, depois de serem curados, que se submeteram à cirurgias ou outras intervenções. Creio no poder de Deus para curar, mas se há a revelação de curas por milagres, não cabe a intervenção de homens. Portanto quando se revela a cura por milagres e a graça não foi alcançada, está evidenciada aí a farsa do emocionalismo e da revelação sem causa muito utilizada nos cultos em muitas igrejas evangélicas, nas nossas igrejas. Isso é hipocrisia e é brincar com as coisas de Deus.
O Sacrifício do corpo como sendo o templo do Espírito Santo, determina as condições de nossa razão prática. Convivemos no mundo, mas não devemos nos conformar. Todavia, pela renovação do nosso entendimento, devemos ser transformados para entender qual a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Nossa razão deve estar em harmonia com a Palavra de Deus revelada a nós.
Podemos ser considerados místicos uma vez que misticismo é o contato imaginário ou real com o ser superior. Se o contato ou a busca do conhecimento de Deus estiver sob a égide da Bíblia, será uma boa fonte mística. Ao contrário, sem a Bíblia, sem as diretrizes da Teologia, será uma má fonte. Sem a Bíblia Sagrada, o conhecimento de Deus não seria genuíno e autêntico.
A busca de uma vivência real do conhecimento místico de Deus garante força se bebermos da fonte que é a palavra. Nos encheremos da inesgotável fonte que é Deus, pois a ele pertence o domínio. O conhecimento da verdade nos torna dotados do domínio da natureza divina. A convivência ou prática de acordo com o que está escrito na bíblia, bem como a vivência em espírito, garante que jamais a palavra seja desmistificada.
O estudo Teológico nos atribui conhecimentos doutrinários, mas também esclarece a respeito dos motivos ou razão para que vivamos de acordo com as normas estabelecidas na palavra de Deus. A falta de doutrina revela a falta de Teologia na mente do povo de Deus. Portanto facilidade para seguir doutrinas de homens.
A liberdade relatada em João 1:8, deixa evidente que ela consiste na capacidade que deve ter o homem de assimilar de forma ordenada e sistemática o conhecimento a respeito de Deus. Essa assimilação ordenada só é possível com a Doutrina sacro santa da Palavra de Deus e não por interpretações interesseiras e providas de articulações para envolver os fiéis num mar de emoções.
Infelizmente os mentores da teologia da prosperidade têm impregnado as mentes pelo poder da mídia e revelam Deus, seu poder e seus milagres pelo caminho do fogo; pelo óleo que foi levado para ser ungido em Israel; pelo lenço sagrado; pelo copo d´água; pelos chavões e outros artifícios.
Revela-se desse modo, o uso da Teuturgia que é uma forma de mágica ritual, com o objetivo de incorporar a força divina em um objeto material como por exemplo uma estátua, ou no ser humano através da produção de um estado de transe visionário.
“Quando não vivemos à altura do nosso compromisso cristão nós representamos mal a Deus” (Lorom Wade, 2006)
A reflexão e maturação a respeito da palavra, bem como assimilação do propósito e das verdades de Deus, possibilitam a construção e a detenção do conhecimento teológico que nos dá condições para um bom serviço Cristão.
A prevalescencia das portas do inferno
Jesus perguntou aos discipulos o que os homens diziam que Ele era. Várias foram as respostas. Pedro porem respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Ao que Jesus respondeu:” Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;”
As edificações modernas essencialmente as grandes edificações já não são alicerçadas em pedras brutas. Já se fazem outros preparos contendo o ferro. Mas nesses preparos está a pedra. Podemos então afirmar que toda edificação depende da pedra.
Se não fundamentarmos nossas doutrinas na Pedra que é Jesus Cristo a igreja não sobreviverá e não prevalecerá.
Segundo Ricardo Gondim (Pastor da Assembléia de Deus):
“Semelhantemente ao avivamento wesleyano, experimentamos um crescimento numérico nas igrejas brasileiras. Há uma efervescência religiosa em nosso país. As periferias das grandes cidades estão apinhadas de templos evangélicos, todos repletos. Grandes denominações compram estações de rádio e televisão. Cantores evangélicos gravam e vendem muitos CD’s. Publicam-se revistas e livros. Comercializam-se bugigangas religiosas nas várias livrarias, que também se multiplicam, interligadas pelo sistema de franquias. Por outro lado, diferentemente do que aconteceu na Inglaterra, o despertamento religioso brasileiro tem uma consistência doutrinária rala, demonstra pouca preocupação ética e um mínimo de impacto social. “
O que significa crescimento da Igreja? Número? Números nada significam para Deus se não houver coração contrito.
No livro de Mateus 20:16, está revelada não a ordem de posição dos chamados na Igreja, mas sim a forma diferenciada do Senhor Jesus conceder galardão.
“Sobre esta pedra edificarei...” Há uma única pedra edificadora: Jesus Cristo. Há erros de interpretação quando afirmam que é sobre a pedra: Pedro, que a Igreja se edificaria. Se Jesus tivesse a intenção de se referir a aquele, teria dito sobre “essa pedra”, entretanto Pedro anteriormente responde: “Tu és o Cristo...” Quando Jesus responde a Pedro, refere-se então à afirmativa deste e não a este.
É fácil então desmistificar a idéia de que as portas do inferno não têm prevalecido sobre a “Igreja”. Tem sim, por razões muito simples: em muitas igrejas: há apenas efervescências religiosas; aumenta o número de Igrejas e pastores mercadejadores da fé; traficantes de bênçãos; detentores da atenção e admiração dos fiéis em detrimento da Pedra:Cristo; simuladores da prosperidade como sinal exclusivo das bênçãos de Deus; apóstatas detentores do avivamento sem causa e sem racionalidade; estereotipadores do “modelo do ser cristão” e conseqüentes segregadores...
Os que edificam Igrejas debaixo das chantagens financeiras sob a alegação de que haverá a contrapartida de Deus através das bênçãos; os que a edificam debaixo de elevado comprometimento meramente político, econômico..., confundem a forma de Deus conceder vitórias, bênçãos e galardão.
Se Cristo é pregado em muitas Igrejas apenas como amuleto, haverá sempre a prevalescência das portas do Inferno.
As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja edificada sobre a Pedra: Cristo.
Considerações finais
Deus é fonte inesgotável, pleno e eterno. A Teologia leva o homem à compreensão de um Deus transcendental.
A Teologia não é ponte para consecução da prosperidade material. É meio para compreendermos que Deus é quem nos escolhe e designa-nos para darmos frutos permanentes.
Usar a razão é demonstrar conhecimento e verdades de forma lógica, sob a égide da Bíblia. Não há conhecimento genuíno de Deus sem as diretrizes da Teologia. Deus não seria genuíno e autêntico.
O propósito do verdadeiro Cristão é perceber que Deus deve ser conhecido racionalmente como fonte de pleno e eterno poder. É entender e priorizar a edificação da Igreja sobre Cristo: a pedra fundamental para a não prevalescência das portas do inferno contra a Igreja.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Os filhos e o mundo
Aproximadamente, 14 de outubro de 1980, pela primeira vez, peguei minha filha Lívia pelos braços! 9 de Outubro de 1981, pela primeira vez, a vez de Júnior. 14 de Dezembro tinha mais um verso escrito: Marcus Alessander. Minha quarta estação: Marcinho, me oportunizava em 22 de Setembro de 1997 a tê-lo nos meus braços! Encostar o meu rosto suavemente nos seus, era simplesmente a realização do desejo de manifestar pessoal e profundamente o carinho manifesto desde o ventre.
Cada dor, refletia como nossas dores. Cada choro o incômodo de nem sempre compreendê-los. Cada partida a sensação de saudade que só o retorno acenava para continuidade da felicidade.
A adolescencia, preocupações, medos, angustias, anciedades... Desejo de tê-los sempre comigo.
A mudança de cidade e endereço, necessidade de aprimorar os estudos. Novamente: preocupações, medos, angustias, ansiedades...
Lívia comunica que encontrou o amor, sua cara metade. Para mim, misto de felicidade e sensação de perda. Lá se vai minha filha construir sua própria vida!
Júnior prepara-se pra viver sua vida, seus filhos e Esposa, sua família. Lá se vai meu filho construir sua própria vida!
Marcus, por enquanto deixa a casa para dedicar-se aos estudos em Salvador.
Resta-me Marcinho. Ainda o tenho por perto. Mas já imagino o dia em que só restar eu e Luiza.
Lá se vão meus filhos cumprindo o ciclo da vida, correndo, vivendo o mundo! Ou melhor, vivendo no mundo.
O amor, evidencia que jamais perderei meus filhos. No coração e nos pensamentos habitarão enquanto vida eu tiver!
Cruz das Almas, 03 de Fevereiro de 2009
Cada dor, refletia como nossas dores. Cada choro o incômodo de nem sempre compreendê-los. Cada partida a sensação de saudade que só o retorno acenava para continuidade da felicidade.
A adolescencia, preocupações, medos, angustias, anciedades... Desejo de tê-los sempre comigo.
A mudança de cidade e endereço, necessidade de aprimorar os estudos. Novamente: preocupações, medos, angustias, ansiedades...
Lívia comunica que encontrou o amor, sua cara metade. Para mim, misto de felicidade e sensação de perda. Lá se vai minha filha construir sua própria vida!
Júnior prepara-se pra viver sua vida, seus filhos e Esposa, sua família. Lá se vai meu filho construir sua própria vida!
Marcus, por enquanto deixa a casa para dedicar-se aos estudos em Salvador.
Resta-me Marcinho. Ainda o tenho por perto. Mas já imagino o dia em que só restar eu e Luiza.
Lá se vão meus filhos cumprindo o ciclo da vida, correndo, vivendo o mundo! Ou melhor, vivendo no mundo.
O amor, evidencia que jamais perderei meus filhos. No coração e nos pensamentos habitarão enquanto vida eu tiver!
Cruz das Almas, 03 de Fevereiro de 2009
Desespero do poeta
O tempo levou tão depressa a lembrança!
Do presente idéias férteis para o futuro.
Deixando sempre clara a sórdida inconstância,
de quem bate a cara contra o muro.
Onde estou que não me encontro?
Poeta rude, alheio, deveras prepotente!
Otimista, pessimista, de auto confronto.
Onde estou, afinal, sou existente?
Busco ancioso meu lindo além!
Nada encontro que lhe seja adjacente,
parecendo ser vítima somente do aquém!
Novamente retorno o juizo de repente,
a serenidade e a persistencia também.
No caminho presente, sigo contente!
Cruz das Almas, 1974
Do presente idéias férteis para o futuro.
Deixando sempre clara a sórdida inconstância,
de quem bate a cara contra o muro.
Onde estou que não me encontro?
Poeta rude, alheio, deveras prepotente!
Otimista, pessimista, de auto confronto.
Onde estou, afinal, sou existente?
Busco ancioso meu lindo além!
Nada encontro que lhe seja adjacente,
parecendo ser vítima somente do aquém!
Novamente retorno o juizo de repente,
a serenidade e a persistencia também.
No caminho presente, sigo contente!
Cruz das Almas, 1974
Cristianismo Estereotipado
Estereótipo é a imagem preconcebida de determinada pessoa coisa ou situação. Estereotipar quer dizer copiar, fotocopiar, reproduzir, plagiar, remedar, imitar.
Vez por outra ouvimos algumas célebres frases de alguns “neopentecostais” que não hesitam em dizer: “ meu irmão, Deus tem muito a realizar em tua vida. Basta tão somente que o irmão...”. Os “basta tão somente que...” vem sempre recheados da sugestão de hábitos e atitudes que representam a reprodução ou cópia do “modus-vivendis” deles. A visão, atitude, hábitos e costumes desses “donos da verdade” revela o caráter estereotipador que se constitui base para que esses “fieis” discipuladores concretizem seus propósitos de multiplicar a multidão dos “santos”.
Essas atitudes têm base na construção da imagem preconceituada das pessoas. O tipo, a fé, o caráter, a intimidade com Deus, segundo eles não é a ideal. Pois quem não age e não se porta “tal qual...” são estranhos no ninho.
O livro de Mateus no capítulo 7:2 nos adverte “Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós”. Já Lucas 19:22 revela o julgamento do Senhor a um dos servos a quem ele atribuiu tarefas e não as cumpriu a contento: “Porém, ele lhe disse: Mau servo, pela tua boca te julgarei. Sabias que eu sou homem rigoroso, que tomo o que não pus, e sego o que não semeei”.
Em atos 17:31 lemos: “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. “
Em muito se vê a atitude deísta dos neopentecostais, pois acabam tomando pra si atributos que só a Deus é permitido a exemplo do que revela a Sagrada Escritura em atos 17:31. Ou seja, quem julgará o mundo é Jesus Cristo, e ele é Deus.
Felipe anuncia Jesus a Natanael. Apesar de toda uma profecia escrita há muitos anos atrás, Natanael, preconceituoso a respeito do povo de Nazaré, indaga: “... Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?...”.
É necessário então que Felipe convoque a Natanael: “... Vem, e vê”. João 1: 46
É natural que qualquer ser humano desconfie do que vê, ouve ou anunciam. Mas não é prudente julgar. A quem Deus premia pela sua graça com o Dom do Discernimento deve compreender que aquilo que não é revelado não é prudente ser afirmado como verdade. O julgamento de Deus tem base na sua onisciência. O fato de Deus nos dar a graça de discernir, não nos autoriza julgar.
Pela conseqüência da convivência em sociedade, podemos afirmar algo que vimos ou ouvimos, todavia a única verdade absoluta é Jesus Cristo. Só Ele afirma o que é absolutamente verdadeiro. Entende-se que por mais que apuremos os fatos, analisemos atitudes, obtenhamos provas, ainda assim qualquer julgamento de nossa parte se embasará em verdades relativas.
A bíblia não revela, mas imaginamos, não como “verdade absoluta”, que ao dizer ao ladrão na Cruz à sua direita: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”, talvez os fariseus, sacerdotes e outros que o crucificaram guardaram aquela célebre frase como mais uma evidência de que o Nazareno não era o enviado de Deus e por isso merecia estar ali. Como pode alguém conceder lugar no paraíso a quem tanto mal causou à sociedade?
Quando julgamos alguém pelo seu histórico ou pelo que aparenta a nossos olhos deveríamos nos perguntar: se eu estivesse na crucificação, sentir-me-ia aliviado pela condenação à morte de cruz daqueles ladrões? Estaria satisfeito por Jesus garantir a um deles o paraíso?
O cristianismo degenerado também é evidenciado no espiritualismo exacerbado onde o emocionalismo e a teologia da prosperidade sobreleva a adoração pura a Deus.
A lei da Termodinâmica afirma que todo o sistema da natureza mostra um movimento invariável rumo à desintegração, à desordem e à perda de energia. Trata-se do princípio da entropia.
Em Isaias 1:4 a palavra revela: “Ai, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao SENHOR, blasfemaram o Santo de Israel, voltaram para trás”.
“Porque o vil fala obscenidade, e o seu coração pratica a iniqüidade, para usar hipocrisia, e para proferir mentiras contra o SENHOR, para deixar vazia a alma do faminto, e fazer com que o sedento venha a ter falta de bebida”. Isaías 32:6
Assim como nas leis da natureza, as normas sociais, bíblicas, sentimentais, religiosas, morais e éticas perdem força e adentram a desordem e desintegração.
A perda da qualidade do Cristianismo deve-se à corrupção do caráter cristão na medida que não julgamos a nós mesmos, não vemos os nossos pecados, não confessamo-los a Deus, não vivamos debaixo de sua graça e não nos erguemos, porém olhando para que não estejamos em pé e caiamos.
A perda da qualidade do Cristianismo deve-se ao fato de “reivindicar” de Deus. Esquecem que dependemos da sua vontade soberana. Quem somos nós para reinvidicar de Deus alguma coisa?
Muitos têm decretado, em nome da fé, que pessoas sejam curadas, sem ao menos entregar a Deus a fé do enfermo já que Ele vê o coração e opera segundo a sua soberana vontade.
A perda da qualidade do Cristianismo deve-se ao fato de mercarem, na maioria dos cultos, as bênçãos daquele dia.
A perda da qualidade do Cristianismo deve-se ao fato de um Pastor evangélico dizer a um Cantor, também evangélico: “ suas músicas tem qualidade, tem doutrina, tem bíblia, mas o irmão precisa gravar canções no ritmo que está na mídia. Assim o irmão venderá mais CDs”.
Mateus 24:12 nos revela: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará”. O amor se esfria pelas nossas próprias iniqüidades, mas os escândalos, os julgamentos sumários, a segregação de classe na Igreja, a indiferença de muitos, leva à frieza da fé dos famintos e sedentos.
“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;” 1º Timóteo 4:1.
O espírito expressamente revela que muitas doutrinas tidas como sacro santa poderão ser doutrinas de demônios. Como pode por exemplo se alimentar na igreja o princípio de que as benção se revelam nos bens materiais? Jesus não tinha onde repousar a sua cabeça.
Continua 1º Timóteo 4:2: “Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;”. Vê-se claramente que é evidente que podemos ser influenciados pelo meio, ainda que compreendamos que o que devemos é ser seguidores de Jesus Cristo. Paulo nos adverte, no entretanto que pela hipocrisia e mentiras de homens com suas próprias consciências cauterizadas, muitos apostatariam da fé pelo fato de dar ouvidos a esses espíritos enganadores.
Tenho muito medo em ver a Igreja se expandindo de pessoas que apregoam a respeito do estereotipo de crente. Vêem-se num modelo e renegam, rejeitam qualquer pessoa que não se comporte de acordo ao padrão plagiado.
Tenho medo que crentes preguem que o tatuado, o penteado da moda, o adornado não sejam convertido simplesmente pelo que aparentam.
Se assim fosse, muitos que hoje trazem a marca de Cristo no seu coração (local que ninguém pode ver ou sondar senão Deus), seriam condenados ao descaso, à discriminação porque no seu corpo (tatuado) estão as marcas de suas crenças passadas ou de seus demônios preferidos e que fisicamente não podem ser removidas. Os Olhos vêm as marcas do corpo, mas não são capazes de ver nos olhos do outro as marcas de Cristo.
Os apostatas, sequer miram os frutos. Se não perceberem no outro o seu estilo ou modelo de vida cristã, julgam e condenam ao isolamento, ao grupo do outro. Não somos modelo a ser seguido, mas devemos ser seguidores de um único modelo: Jesus Cristo!
Cruz das almas, 2008
Vez por outra ouvimos algumas célebres frases de alguns “neopentecostais” que não hesitam em dizer: “ meu irmão, Deus tem muito a realizar em tua vida. Basta tão somente que o irmão...”. Os “basta tão somente que...” vem sempre recheados da sugestão de hábitos e atitudes que representam a reprodução ou cópia do “modus-vivendis” deles. A visão, atitude, hábitos e costumes desses “donos da verdade” revela o caráter estereotipador que se constitui base para que esses “fieis” discipuladores concretizem seus propósitos de multiplicar a multidão dos “santos”.
Essas atitudes têm base na construção da imagem preconceituada das pessoas. O tipo, a fé, o caráter, a intimidade com Deus, segundo eles não é a ideal. Pois quem não age e não se porta “tal qual...” são estranhos no ninho.
O livro de Mateus no capítulo 7:2 nos adverte “Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós”. Já Lucas 19:22 revela o julgamento do Senhor a um dos servos a quem ele atribuiu tarefas e não as cumpriu a contento: “Porém, ele lhe disse: Mau servo, pela tua boca te julgarei. Sabias que eu sou homem rigoroso, que tomo o que não pus, e sego o que não semeei”.
Em atos 17:31 lemos: “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. “
Em muito se vê a atitude deísta dos neopentecostais, pois acabam tomando pra si atributos que só a Deus é permitido a exemplo do que revela a Sagrada Escritura em atos 17:31. Ou seja, quem julgará o mundo é Jesus Cristo, e ele é Deus.
Felipe anuncia Jesus a Natanael. Apesar de toda uma profecia escrita há muitos anos atrás, Natanael, preconceituoso a respeito do povo de Nazaré, indaga: “... Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?...”.
É necessário então que Felipe convoque a Natanael: “... Vem, e vê”. João 1: 46
É natural que qualquer ser humano desconfie do que vê, ouve ou anunciam. Mas não é prudente julgar. A quem Deus premia pela sua graça com o Dom do Discernimento deve compreender que aquilo que não é revelado não é prudente ser afirmado como verdade. O julgamento de Deus tem base na sua onisciência. O fato de Deus nos dar a graça de discernir, não nos autoriza julgar.
Pela conseqüência da convivência em sociedade, podemos afirmar algo que vimos ou ouvimos, todavia a única verdade absoluta é Jesus Cristo. Só Ele afirma o que é absolutamente verdadeiro. Entende-se que por mais que apuremos os fatos, analisemos atitudes, obtenhamos provas, ainda assim qualquer julgamento de nossa parte se embasará em verdades relativas.
A bíblia não revela, mas imaginamos, não como “verdade absoluta”, que ao dizer ao ladrão na Cruz à sua direita: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso”, talvez os fariseus, sacerdotes e outros que o crucificaram guardaram aquela célebre frase como mais uma evidência de que o Nazareno não era o enviado de Deus e por isso merecia estar ali. Como pode alguém conceder lugar no paraíso a quem tanto mal causou à sociedade?
Quando julgamos alguém pelo seu histórico ou pelo que aparenta a nossos olhos deveríamos nos perguntar: se eu estivesse na crucificação, sentir-me-ia aliviado pela condenação à morte de cruz daqueles ladrões? Estaria satisfeito por Jesus garantir a um deles o paraíso?
O cristianismo degenerado também é evidenciado no espiritualismo exacerbado onde o emocionalismo e a teologia da prosperidade sobreleva a adoração pura a Deus.
A lei da Termodinâmica afirma que todo o sistema da natureza mostra um movimento invariável rumo à desintegração, à desordem e à perda de energia. Trata-se do princípio da entropia.
Em Isaias 1:4 a palavra revela: “Ai, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao SENHOR, blasfemaram o Santo de Israel, voltaram para trás”.
“Porque o vil fala obscenidade, e o seu coração pratica a iniqüidade, para usar hipocrisia, e para proferir mentiras contra o SENHOR, para deixar vazia a alma do faminto, e fazer com que o sedento venha a ter falta de bebida”. Isaías 32:6
Assim como nas leis da natureza, as normas sociais, bíblicas, sentimentais, religiosas, morais e éticas perdem força e adentram a desordem e desintegração.
A perda da qualidade do Cristianismo deve-se à corrupção do caráter cristão na medida que não julgamos a nós mesmos, não vemos os nossos pecados, não confessamo-los a Deus, não vivamos debaixo de sua graça e não nos erguemos, porém olhando para que não estejamos em pé e caiamos.
A perda da qualidade do Cristianismo deve-se ao fato de “reivindicar” de Deus. Esquecem que dependemos da sua vontade soberana. Quem somos nós para reinvidicar de Deus alguma coisa?
Muitos têm decretado, em nome da fé, que pessoas sejam curadas, sem ao menos entregar a Deus a fé do enfermo já que Ele vê o coração e opera segundo a sua soberana vontade.
A perda da qualidade do Cristianismo deve-se ao fato de mercarem, na maioria dos cultos, as bênçãos daquele dia.
A perda da qualidade do Cristianismo deve-se ao fato de um Pastor evangélico dizer a um Cantor, também evangélico: “ suas músicas tem qualidade, tem doutrina, tem bíblia, mas o irmão precisa gravar canções no ritmo que está na mídia. Assim o irmão venderá mais CDs”.
Mateus 24:12 nos revela: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará”. O amor se esfria pelas nossas próprias iniqüidades, mas os escândalos, os julgamentos sumários, a segregação de classe na Igreja, a indiferença de muitos, leva à frieza da fé dos famintos e sedentos.
“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;” 1º Timóteo 4:1.
O espírito expressamente revela que muitas doutrinas tidas como sacro santa poderão ser doutrinas de demônios. Como pode por exemplo se alimentar na igreja o princípio de que as benção se revelam nos bens materiais? Jesus não tinha onde repousar a sua cabeça.
Continua 1º Timóteo 4:2: “Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;”. Vê-se claramente que é evidente que podemos ser influenciados pelo meio, ainda que compreendamos que o que devemos é ser seguidores de Jesus Cristo. Paulo nos adverte, no entretanto que pela hipocrisia e mentiras de homens com suas próprias consciências cauterizadas, muitos apostatariam da fé pelo fato de dar ouvidos a esses espíritos enganadores.
Tenho muito medo em ver a Igreja se expandindo de pessoas que apregoam a respeito do estereotipo de crente. Vêem-se num modelo e renegam, rejeitam qualquer pessoa que não se comporte de acordo ao padrão plagiado.
Tenho medo que crentes preguem que o tatuado, o penteado da moda, o adornado não sejam convertido simplesmente pelo que aparentam.
Se assim fosse, muitos que hoje trazem a marca de Cristo no seu coração (local que ninguém pode ver ou sondar senão Deus), seriam condenados ao descaso, à discriminação porque no seu corpo (tatuado) estão as marcas de suas crenças passadas ou de seus demônios preferidos e que fisicamente não podem ser removidas. Os Olhos vêm as marcas do corpo, mas não são capazes de ver nos olhos do outro as marcas de Cristo.
Os apostatas, sequer miram os frutos. Se não perceberem no outro o seu estilo ou modelo de vida cristã, julgam e condenam ao isolamento, ao grupo do outro. Não somos modelo a ser seguido, mas devemos ser seguidores de um único modelo: Jesus Cristo!
Cruz das almas, 2008
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